sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Pastora do Tempo - Ednardo
O cavaleiro do medo
Usa do ouro a razão
Pra ofuscar os meus olhos
E confundir minha emoção
Não sabe que a luz que me guia
É da estrela que irradia
A linda pastora do tempo
Que guarda o meu povo eterno
E livre o meu pensamento
Quem faz a história da vida
Com ela rompeu as entranhas do chão
Quem quer saber do que está escondido
Procura no fundo dos olhos do povo
E dentro do seu coração
Vão com o vento as palavras
São como pombos-correio
Mas estão sempre atrasadas
Pois o seu vôo é lento
E o meu pensamento é ligeiro
Sentimentos Natalinos
Meus Amigos...
Às vezes passamos todo o ano sendo egoísta, pensando só em nós mesmo, tendo por vezes, atitudes que humilha qualquer ser humano e tudo em nome do “TER”:
Ter informação;
Ter poder;
Ter grana;
Ter privilégios e por ai vai... Neste ponto: viva o “ESPIRITO NATALINO”!
Quando ele chega...
Vem uma árvore cheia de Alegria e bondades;
Vem à simbologia da paz do amor da compreensão;
Vem à reflexão profunda acerca das nossas relações, seja conosco ou com o mundo;
Vem o tempo de voltar a confiar no bem comum e na HUMANIDADE!
...Quem dera o natal à vida inteira.
Logo depois a virada do ano...
Então chega a “virada de ano”,
Vamos estabelecer metas e focar objetivos novos;
Vamos dá continuidade a essa maravilhosa dádiva que é a vida.
Vamos “viver e não ter a vergonha de ser feliz”,
Vamos traçar objetivos com fé, respeito, esperança que tudo acontecerá.
Quem dera um viver no qual fosse possível fazer uma história grande, nobre, mas DIVINA.
É isto:
“TER UM ESPIRITO NATALINO É TER UMA HUMANIDADE DIVINA”
Pequenos gestos e atitudes respeitosas, ou seja, o mínimo de alegria e compreensão a todos que nos cercam, por uma vida inteira.
Que o espírito natalino encha os nossos corações.
Boas Festas e Feliz Ano Novo
Marcos Aurelio Carreiro Araujo
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
LIBERDADE: ELA EXISTE?
O MITO DE TÂNTALO
Tântalo era um rei rico e famoso em Sípilo, além de ser um dos filhos de Zeus; como tal, era amigo dos deuses e sempre era convidado a comer na mesa deles, no Olimpo. Porém, vaidoso, Tântalo revelou segredos dos deuses aos mortais, roubou o néctar e a ambrosia dos deuses e entregou-os a seus amigos mortais, escondeu um cão de ouro em Creta e, para testar a onisciência dos deuses, cometeu um crime terrível: matou seu próprio filho, Pélops, serviu sua carne na refeição e esperava que os deuses comessem a carne humana.
Os deuses perceberam, ressuscitaram Pélops e castigaram Tântalo da seguinte forma: em um lago, ele ficou preso com o nível da água até o seu queixo, uma sede muito forte o incomodava, mas ao tentar beber a água, o nível dela abaixava e ele nunca conseguia bebê-la. Atrás de Tântalo, belíssimas árvores carregadas de frutas tinham galhos que chegavam sobre sua cabeça, quando ele movimentava-a para cima, um vento forte afastava os galhos cheios de frutas para longe, impossibilitando Tântalo de matar sua fome. Piorando seu sofrimento, ainda havia um rochedo suspenso no ar e localizado acima de sua cabeça, deixando-o com um terrível medo da morte.
Eis o destino de Tântalo por seu crime. Por mais que ele se esforçasse e tentasse em tomar água, esta afastava-se; por mais que ele se esforçasse em tentar comer as frutas, estas também se afastavam; por mais que ele tentasse esquecer do rochedo, ele estava bem acima de si. A sede, a fome e o medo sempre venciam – o destino mostrava-se imutável: era impossível alterar a decisão dos deuses olímpicos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Bom Ano
Neste natal eu quero sentir a paz
Que ela venha como se fosse para sempre
Que me abrace e que eu possa senti-la mais próxima.
Próxima, bem próxima.
Para este ano que vem vindo
Quero você novamente em meu caminho
Que continue me abraçando para senti-la mais próxima.
Próxima, bem próxima.
É isto que de fato desejo prá mim:
Sentir um carinho bem próximo;
Um aperto de mão, um abraço forte e um beijo bem próximo;
Todos os projetos e desejos bem próximos;
Um comentário, uma critica, uma correção bem próximo;
Nada muito longe, quero sentir a realidade mais próxima de mim.
Então:
Sim ou não?
Que não seja em minhas costas;
Dor ou alegria?
Que eu saiba resolver, não me engane;
Bom ou ruim?
Que eu possa expressar meu gosto?
Bonito ou feio?
Que eu seja respeitado?
Que tudo que for real, esteja próximo, de tal forma que eu me sinta Humano e presente no mundo, podendo modificá-lo ou não, e quando não, saberei meus limites, e quando sim minhas forças. Por fim, sentirei o prazer da vida e seus mistérios, poderei dizer: Meu Mundo, Minha vida
E é isso que desejos a todos: Suas vidas
Que ela venha como se fosse para sempre
Que me abrace e que eu possa senti-la mais próxima.
Próxima, bem próxima.
Para este ano que vem vindo
Quero você novamente em meu caminho
Que continue me abraçando para senti-la mais próxima.
Próxima, bem próxima.
É isto que de fato desejo prá mim:
Sentir um carinho bem próximo;
Um aperto de mão, um abraço forte e um beijo bem próximo;
Todos os projetos e desejos bem próximos;
Um comentário, uma critica, uma correção bem próximo;
Nada muito longe, quero sentir a realidade mais próxima de mim.
Então:
Sim ou não?
Que não seja em minhas costas;
Dor ou alegria?
Que eu saiba resolver, não me engane;
Bom ou ruim?
Que eu possa expressar meu gosto?
Bonito ou feio?
Que eu seja respeitado?
Que tudo que for real, esteja próximo, de tal forma que eu me sinta Humano e presente no mundo, podendo modificá-lo ou não, e quando não, saberei meus limites, e quando sim minhas forças. Por fim, sentirei o prazer da vida e seus mistérios, poderei dizer: Meu Mundo, Minha vida
E é isso que desejos a todos: Suas vidas
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Conceitos e Valores
Com quem falo agora?
Que não é você tenho certeza.
Quando você fala que sou positivista, você quer dizer o que?
Que tenho a ciência como única fonte de verdade?
Que nego Deus?
Quando você fala que sigo Aristóteles, você quer dizer o que?
Que tenho o conceito metafísico como fonte inicial do conhecimento?
Que penso em teologia como ato puro?
Os conceitos dessas palavras são por demais profundas para um mero comentário num desejo talvez de desqualificar ou tentar ser intelectual. Destarte, direi que todos têm um pouco de todas as coisas - positivismo e aristotelismo - como disse somos Humanos, foi no mundo que se observou essas características.
Quando a “crise de identidade”, e os “conceitos” e “valores” São ataques sem aprofundamentos, são julgamentos, por se tratar no singular, é claro. Seria com certeza verdade se estivesse no plural. O mundo globalizado atravessa uma crise de personalidade e estando nós, inseridos nele, não temos consenso no que se refere a: identidade, valores, conceitos e por ai vamos...
Que não é você tenho certeza.
Quando você fala que sou positivista, você quer dizer o que?
Que tenho a ciência como única fonte de verdade?
Que nego Deus?
Quando você fala que sigo Aristóteles, você quer dizer o que?
Que tenho o conceito metafísico como fonte inicial do conhecimento?
Que penso em teologia como ato puro?
Os conceitos dessas palavras são por demais profundas para um mero comentário num desejo talvez de desqualificar ou tentar ser intelectual. Destarte, direi que todos têm um pouco de todas as coisas - positivismo e aristotelismo - como disse somos Humanos, foi no mundo que se observou essas características.
Quando a “crise de identidade”, e os “conceitos” e “valores” São ataques sem aprofundamentos, são julgamentos, por se tratar no singular, é claro. Seria com certeza verdade se estivesse no plural. O mundo globalizado atravessa uma crise de personalidade e estando nós, inseridos nele, não temos consenso no que se refere a: identidade, valores, conceitos e por ai vamos...
Reputação
Pena que não entramos a consciência das pessoas,
Não a conhecemos se fosse isto possível alguns males seriam evitados, talvez...
O que vemos é apenas a reputação (imagem) o que elas (as pessoas) transmitem para nós...
È por isso que devemos, penso eu, cuidar também da reputação. Não estou só, nem sou só no mundo.
Ela, a reputação:
Sou eu no mundo, dando bom dia aos desconhecidos;
Sou eu no trabalho respeitando meu próximo;
Sou eu em casa, amando e respeitando minha família;
Sou eu fazendo compras e honrando meus compromissos;
Sou eu demonstrando a todos o meu sentimento...
Minha reputação é o que sou...
Com certeza não somos uma consciência oculta, fechada, não vista no mundo.
Não a conhecemos se fosse isto possível alguns males seriam evitados, talvez...
O que vemos é apenas a reputação (imagem) o que elas (as pessoas) transmitem para nós...
È por isso que devemos, penso eu, cuidar também da reputação. Não estou só, nem sou só no mundo.
Ela, a reputação:
Sou eu no mundo, dando bom dia aos desconhecidos;
Sou eu no trabalho respeitando meu próximo;
Sou eu em casa, amando e respeitando minha família;
Sou eu fazendo compras e honrando meus compromissos;
Sou eu demonstrando a todos o meu sentimento...
Minha reputação é o que sou...
Com certeza não somos uma consciência oculta, fechada, não vista no mundo.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O nosso Brasil já é campeão! (Gabriela Araújo - 12/04/2010)
Jogar futebol é como ser Brasileiro.
É golear a pobreza e ser guerreiro.
É ter bola no pé desde pequenino,
Driblar, pedalar e marcar seu destino.
E que bonito se torna ser da seleção,
Conquistar o mundo inteiro instantaneamente pela televisão.
Que bonito entrar em campo colocando toda sua vida a parte,
Não desmerecendo o mundo, mas tratando bola como arte.
Na Europa, na Ásia, na África o verde e amarelo é raça, é prazer.
Na America a bola já tem até nome, mesmo não querendo ter.
O mundo inteiro já admitiu,
Só existe um espetáculo no gramado, e seu nome é Brasil.
Mas enfim, o que é ser brasileiro, jogador no dia a dia?
Será apenas viver na agonia?
Será que todos sabem driblar a violência?
Será que dividimos a bola quando se trata de aparência?
E para educação alguém passa a bola?
Ou é só mais uma mentira quando dizem que temos que ir para escola?
Imaginem esse Brasil sem bola furada.
Imagine o que seria com educação toda equipada!
Se é bom ser respeitado porque Brasil sabe jogar
Imagine como seria mais respeitado sabendo também educar!
E o Brasil ta conquistando títulos internacionais.
Ganhando muitas copas mundiais!
Um país que por muito tempo foi deixado de lado,
Hoje por onde passa é aclamado!
Então que o mundo inteiro se levante
Solte a voz, cante!
Porque sabemos que tendo o Hexa ou não,
O nosso Brasil já é campeão!
É golear a pobreza e ser guerreiro.
É ter bola no pé desde pequenino,
Driblar, pedalar e marcar seu destino.
E que bonito se torna ser da seleção,
Conquistar o mundo inteiro instantaneamente pela televisão.
Que bonito entrar em campo colocando toda sua vida a parte,
Não desmerecendo o mundo, mas tratando bola como arte.
Na Europa, na Ásia, na África o verde e amarelo é raça, é prazer.
Na America a bola já tem até nome, mesmo não querendo ter.
O mundo inteiro já admitiu,
Só existe um espetáculo no gramado, e seu nome é Brasil.
Mas enfim, o que é ser brasileiro, jogador no dia a dia?
Será apenas viver na agonia?
Será que todos sabem driblar a violência?
Será que dividimos a bola quando se trata de aparência?
E para educação alguém passa a bola?
Ou é só mais uma mentira quando dizem que temos que ir para escola?
Imaginem esse Brasil sem bola furada.
Imagine o que seria com educação toda equipada!
Se é bom ser respeitado porque Brasil sabe jogar
Imagine como seria mais respeitado sabendo também educar!
E o Brasil ta conquistando títulos internacionais.
Ganhando muitas copas mundiais!
Um país que por muito tempo foi deixado de lado,
Hoje por onde passa é aclamado!
Então que o mundo inteiro se levante
Solte a voz, cante!
Porque sabemos que tendo o Hexa ou não,
O nosso Brasil já é campeão!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Homem Precisa de Duas Pernas ( KLEMENS RABELO)
O homem precisa de duas pernas para andar, ou seja, duas colunas para se sustentar: seu Deus e uma companheira. Essas duas colunas na vida de um homem são específicas. Não serve qualquer deus e nem todas as mulheres tem as qualidades de uma companheira.
LEIA MAIS EM...
http://cotegipano.blogspot.com/2010/04/o-homem-precisa-de-duas-pernas.html
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
evidência", de Luis Fernando Verissimo
A evidência
Pode-se discutir os métodos do MST, mas sem perder de vista o que eles enfrentam.
Luis Fernando Verissimo
É fácil ter opiniões firmes sobre, por exemplo, o câncer (contra) e o leite materno (a favor). Já outros assuntos nos negam o conforto de pertencer a uma unanimidade, ou mesmo a uma maioria. São assuntos em que os argumentos contra e a favor se equilibram e sobre os quais a gente pode ter opiniões, mas elas estão longe de ser firmes.
Até opiniões que você julgaria indiscutíveis – exemplo: nada justifica a tortura – são controvertidas, e basta ler as seções de cartas dos jornais para ver como a pena de morte, oficial ou extraoficial, tem entusiastas entre nós. Em assuntos como aborto, cotas raciais nas universidades etc., coisas como a religião, a formação, a ideologia e até o saldo bancário de cada um determinam as opiniões divergentes. E não vamos nem falar nos extremos opostos de opinião provocados por qualquer avaliação do governo Lula.
Mas há um assunto sobre o qual você talvez ingenuamente imaginasse que nenhuma discordância seria possível. A brutal evidência – geográfica, cartográfica, literalmente na cara, portanto independente de interpretação e opinião – da iniquidade fundiária no Brasil, um continente de terra com poucos donos, era tamanha que durante muito tempo uma genérica “reforma agrária” constou do programa de todos os partidos, mesmo os dos poucos donos da terra. Era uma espécie de reconhecimento da injustiça inegável que desobrigava-os de fazer qualquer coisa a respeito, retórica em vez de reforma.
O aparecimento do Movimento dos Sem Terra acrescentou um novo elemento a essa paisagem de descaso histórico: os próprios despossuídos em pessoas, organizados, reivindicando, enfatizando e até teatralizando a iniquidade, para contestar a hipocrisia. A evidência insofismável transformada em drama humano.
Pode-se discutir os métodos do MST, e até que ponto as invasões e a violência não dão razão à reação e não desvirtuam o ideal, além de agravar a truculência do outro lado. Mas sem perder de vista o que eles enfrentam: não só a injustiça que perdura, apesar de programas governamentais bem-intencionados e de alguns avanços, como um Congresso recheado de grandes proprietários rurais, o poder político e financeiro dos agrobusiness e uma grande imprensa que destaca a violência mas sempre ignorou a existência de acampamentos do MST que funcionam e produzem – inclusive exemplos de cidadania e solidariedade. É a minha opinião.
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15937, 13/4/2009.
Pode-se discutir os métodos do MST, mas sem perder de vista o que eles enfrentam.
Luis Fernando Verissimo
É fácil ter opiniões firmes sobre, por exemplo, o câncer (contra) e o leite materno (a favor). Já outros assuntos nos negam o conforto de pertencer a uma unanimidade, ou mesmo a uma maioria. São assuntos em que os argumentos contra e a favor se equilibram e sobre os quais a gente pode ter opiniões, mas elas estão longe de ser firmes.
Até opiniões que você julgaria indiscutíveis – exemplo: nada justifica a tortura – são controvertidas, e basta ler as seções de cartas dos jornais para ver como a pena de morte, oficial ou extraoficial, tem entusiastas entre nós. Em assuntos como aborto, cotas raciais nas universidades etc., coisas como a religião, a formação, a ideologia e até o saldo bancário de cada um determinam as opiniões divergentes. E não vamos nem falar nos extremos opostos de opinião provocados por qualquer avaliação do governo Lula.
Mas há um assunto sobre o qual você talvez ingenuamente imaginasse que nenhuma discordância seria possível. A brutal evidência – geográfica, cartográfica, literalmente na cara, portanto independente de interpretação e opinião – da iniquidade fundiária no Brasil, um continente de terra com poucos donos, era tamanha que durante muito tempo uma genérica “reforma agrária” constou do programa de todos os partidos, mesmo os dos poucos donos da terra. Era uma espécie de reconhecimento da injustiça inegável que desobrigava-os de fazer qualquer coisa a respeito, retórica em vez de reforma.
O aparecimento do Movimento dos Sem Terra acrescentou um novo elemento a essa paisagem de descaso histórico: os próprios despossuídos em pessoas, organizados, reivindicando, enfatizando e até teatralizando a iniquidade, para contestar a hipocrisia. A evidência insofismável transformada em drama humano.
Pode-se discutir os métodos do MST, e até que ponto as invasões e a violência não dão razão à reação e não desvirtuam o ideal, além de agravar a truculência do outro lado. Mas sem perder de vista o que eles enfrentam: não só a injustiça que perdura, apesar de programas governamentais bem-intencionados e de alguns avanços, como um Congresso recheado de grandes proprietários rurais, o poder político e financeiro dos agrobusiness e uma grande imprensa que destaca a violência mas sempre ignorou a existência de acampamentos do MST que funcionam e produzem – inclusive exemplos de cidadania e solidariedade. É a minha opinião.
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15937, 13/4/2009.
domingo, 29 de março de 2009
FILME: A CORPORAÇÃO - MARQUIM DO GONZAGA
RESENHA DO FILME: A CORPORAÇÃO.
0 filme “A CORPORAÇÃO” de Jennifer Abbott e Mark Achbar - mostra uma aventura do escritor Joel Bakan que baseado em diversos fatos resolveu mostrar, os por trais do que seria a “corporação”, sua natureza, sua historia e evolução. Analisando as possíveis qualidades e defeitos das ações da mesma. Esse trabalho apresentado como documentário trais uma conclusão perturbadora.
Analisando crimes cometidos por grandes empresas e mostrando entrevistas com pessoas que de certa forma estão ligados ao mundo corporativo, ganhando ou perdendo com ele, como: funcionários de empresa, ativistas, acadêmicos, jornalistas, executivos, e etc., os autores nos levam a uma grande reflexão filosófica sobre o mundo das corporações como pessoas autônomos. Aparentando ser uma grande família onde cada um faz sua parte em nome do todo, com um diferencial sobre o fim que enquanto na família é o bem estar de todos, na corporação é o lucro a qualquer custo. No que se refere a este assunto é oportuno o lançamento do livro do filósofo francês André Comte-Sponville: “O capitalismo é moral?” que desconfia do discurso que tenta camuflar o real propósito do capitalismo. Por natureza, o capitalismo não é moral. Nem imoral. Diz André, não é isso o que importa. Assim como para as grandes corporações que importa é ganhar dinheiro, gerar lucro. Essa é a essência do sistema econômico hoje hegemônico. Outros aspectos são periféricos. Tanto o capitalismo como a corporação é amoral. Com uma vida “livre” dos seus criadores e não tento como todo homem, amor, apreço, sentimento. A corporação segue seu caminho em busca desse lucro sem fim criando sua própria política, que a meu ver reflete nas relações tanto de trabalho, como de comportamento dos seres humanos. Vejamos o exemplo dado no documentário onde uma camisa vendida por R$14, 99, só parte da mesma pertence ao trabalhador, ou seja, R$ 00,03. Criando ai uma injustiça e desigualdade sócia.
Consideradas assim como amorais, essas grandes empresas não colocam sobre suas responsabilidades qualquer que seja o dano causado, pois a sua lógica é o lucro e não a destruição, embora essa busca do lucro leve a destruição. Neste ponto, Comte-Sponville, nos alerta para o fato de que a moral numa sociedade capitalista deve ser procurada fora da esfera econômica.
Em fim é um bom filme, com certeza pode ser trabalhado de diversas formas em universidade e colégios, e no que se refere ao curso de filosofia e ainda a ética é uma “mina de ouro” para pesquisa, podemos travar diversos debates como por exemplo: será mesmo a corporação amoral? Quem é ela para referimos a ela como um ser em si? Estará ela acima do seu criador? Claro que de certa forma trata-se do mesmo tema que se debate a época, mas o foco dado é o diferencial.
0 filme “A CORPORAÇÃO” de Jennifer Abbott e Mark Achbar - mostra uma aventura do escritor Joel Bakan que baseado em diversos fatos resolveu mostrar, os por trais do que seria a “corporação”, sua natureza, sua historia e evolução. Analisando as possíveis qualidades e defeitos das ações da mesma. Esse trabalho apresentado como documentário trais uma conclusão perturbadora.
Analisando crimes cometidos por grandes empresas e mostrando entrevistas com pessoas que de certa forma estão ligados ao mundo corporativo, ganhando ou perdendo com ele, como: funcionários de empresa, ativistas, acadêmicos, jornalistas, executivos, e etc., os autores nos levam a uma grande reflexão filosófica sobre o mundo das corporações como pessoas autônomos. Aparentando ser uma grande família onde cada um faz sua parte em nome do todo, com um diferencial sobre o fim que enquanto na família é o bem estar de todos, na corporação é o lucro a qualquer custo. No que se refere a este assunto é oportuno o lançamento do livro do filósofo francês André Comte-Sponville: “O capitalismo é moral?” que desconfia do discurso que tenta camuflar o real propósito do capitalismo. Por natureza, o capitalismo não é moral. Nem imoral. Diz André, não é isso o que importa. Assim como para as grandes corporações que importa é ganhar dinheiro, gerar lucro. Essa é a essência do sistema econômico hoje hegemônico. Outros aspectos são periféricos. Tanto o capitalismo como a corporação é amoral. Com uma vida “livre” dos seus criadores e não tento como todo homem, amor, apreço, sentimento. A corporação segue seu caminho em busca desse lucro sem fim criando sua própria política, que a meu ver reflete nas relações tanto de trabalho, como de comportamento dos seres humanos. Vejamos o exemplo dado no documentário onde uma camisa vendida por R$14, 99, só parte da mesma pertence ao trabalhador, ou seja, R$ 00,03. Criando ai uma injustiça e desigualdade sócia.
Consideradas assim como amorais, essas grandes empresas não colocam sobre suas responsabilidades qualquer que seja o dano causado, pois a sua lógica é o lucro e não a destruição, embora essa busca do lucro leve a destruição. Neste ponto, Comte-Sponville, nos alerta para o fato de que a moral numa sociedade capitalista deve ser procurada fora da esfera econômica.
Em fim é um bom filme, com certeza pode ser trabalhado de diversas formas em universidade e colégios, e no que se refere ao curso de filosofia e ainda a ética é uma “mina de ouro” para pesquisa, podemos travar diversos debates como por exemplo: será mesmo a corporação amoral? Quem é ela para referimos a ela como um ser em si? Estará ela acima do seu criador? Claro que de certa forma trata-se do mesmo tema que se debate a época, mas o foco dado é o diferencial.
As 10 falsas questões mais habituais sobre a filosofia. Rolando Almeida
1. A filosofia é difícil. É falso que se fale da filosofia como uma disciplina difícil. Ela é tão difícil quanto outra disciplina qualquer. Há, certamente, disciplinas mais difíceis e outras mais fáceis. A dificuldade não ocupa um lugar de destaque mais na filosofia do que na física, biologia ou na matemática.
2. A filosofia não serve para nada - Bem, isto só seria verdade se nos mentissem acerca da filosofia. Questionar sobre a utilidade da filosofia possui exatamente o mesmo sentido do que questionar acerca da utilidade da matemática, da física, química ou biologia. A filosofia tem exatamente a mesma utilidade que qualquer outra disciplina, só que a natureza dos seus problemas é diferente e exige metodologias específicas. Perguntar pela utilidade da filosofia é perguntar pela utilidade do saber em geral e a resposta não deve ser colocada somente aos profissionais da filosofia, mas também aos dos outros saberes. Curiosamente o mundo não seria o que é se os saberes não possuíssem uma utilidade.
3. Em filosofia nunca se chega a conclusões - É falso pensar que em filosofia nunca se chega a conclusões. Se assim fosse também o poderíamos dizer em relação à ciência. O que nós conhecemos da ciência são os resultados desta, porque as grandes questões da ciência ainda andam em investigação, tal qual as grandes questões da filosofia. A diferença é que ao passo que a ciência pode recorrer à experimentação, a filosofia não pode dada a natureza dos seus problemas que não são resolvidos empiricamente.
4. A filosofia é um saber abstrato que não tem nada a ver com a vida. - Pelo contrário. A filosofia é talvez o saber que mais diretamente se relaciona com a nossa vida prática e quotidiana, daí por vezes se fazer a confusão ao pensar-se que qualquer pessoa está a fazer filosofia ao se questionar sobre um ou outro problema. Os problemas da filosofia surgem porque a vida humana os levanta. Para isso existem muitos ramos do saber a fim de os estudar. A filosofia é um desses ramos.
5. Todos somos filósofos - É falso. Não é qualquer pessoa que é filósofa, apesar de qualquer pessoa ser perfeitamente capaz de levantar problemas filosóficos a um nível intuitivo. De igual modo, também as crianças fazem muitas questões científicas e isso não faz delas cientistas. De que é feita a lua? Porque é que nunca apanho o arco irís, etc…. Podemos igualmente perguntar se Deus existe ou não, se o livre arbítrio faz ou não sentido, sobre o sentido moral do aborto, sobre o que é o tempo e a sua relação com o espaço, etc…., mas daí não decorre que sejamos filósofos. A filosofia faz-se e investiga-se nas mais avançadas universidades do mundo e possui altos níveis de sofisticação. Ser um filósofo profissional implica publicar ensaios nas revistas da especialidade e contribuir de modo decisivo para o progresso e avanço da filosofia. E isso não está ao alcance de todos e exige um trabalho disciplinado e árduo. Mas daí não decorre problema algum. Também na matemática, sabemos muita matemática a um nível intuitivo e nem por isso somos matemáticos. Depende do nível de sofisticação que queremos alcançar. E os grandes investigadores precisam muito dos bons divulgadores, como é o caso dos bons professores.
6. Em filosofia tudo é subjetivo. - Esta é uma outra idéia falsa que aparece muitas vezes em relação à filosofia. Pensa-se que a filosofia não é nada mais do que um grupo de gente tola, cada um a dar a sua opinião sobre um assunto qualquer. Mas a defesa da subjetividade é auto questionada em termos racionais. Se eu defender que a filosofia é subjetiva, o meu leitor pode defender que não, que é objetiva. Terei de aceitar a posição do meu leitor precisamente porque a posição do leitor é, para mim, subjetiva. E entramos num círculo racionalmente insustentável. Por outro lado, se a filosofia é subjetiva, então, qual a razão da discussão racional? Nada haveria a discutir dado que a verdade não passaria de algo muito subjetivo. Toda a discussão possível não passaria de uma mera e modesta troca de opiniões. Mas nesse caso não existiria qualquer progresso no saber e cultura humana. Não devemos esquecer que as grandes teorias matemáticas e científicas ainda estão por resolver, precisamente porque, tal como na filosofia, não existe progresso sem problemas e razões que apontem conclusões para esses problemas.
7. A filosofia é algo que se faz quando se tem muito dinheiro e nada para fazer - Muita gente famosa parodiou este lado da filosofia, associando-a ao ócio que é precisamente o contrário do negócio (negar o ócio). Apesar da filosofia não constituir para a maior parte das pessoas uma necessidade vital, como é dormir, comer e beber ou respirar, a verdade é que ela se faz por necessidade de compreensão do mundo. A maior parte dos grandes filósofos pensaram sem grandes condições para o fazer. A riqueza material não tem necessariamente de andar associada à filosofia. É natural que se faça e publique mais filosofia onde há mais dinheiro, mas isso somente porque alguém pode viver da filosofia, pode ser pago para investigar e pensar determinado problema filosófico. Mas, novamente, esta é uma realidade que também se aplica a qualquer ramo do saber ou a toda a ciência. Não são as culturas material e culturalmente pobres que produzem e têm acesso à investigação. De modo que supor que a filosofia se faz quando não se tem mais nada para fazer e se tem muito dinheiro, é falso.
8. Não é preciso ensinar filosofia nas escolas - Para mostrar o quanto esta afirmação é falsa, prefiro apresentar alguns exemplos. Uma boa parte dos países ocidentais até nem têm filosofia no ensino secundário como formação geral e obrigatória, como existe em Portugal. Mas têm o chamado critical thinkink que é uma área muito próxima dos modelos mais específicos da filosofia. Por outro lado esses países vêm garantido o sucesso da filosofia no ensino superior uma vez que possuem uma cultura mais sólida que permite que as pessoas vão de encontro ao saber e à filosofia. Há um interesse e sucesso quase natural pela filosofia, especialmente após a segunda metade do sec. XX e livros de filosofia ganham quase todos os anos importantes prémios. Só se consegue ter ideias tolas como esta e a de que a filosofia não serve para nada, numa sociedade ignorante que não reconhece o valor intrínseco da educação. Olhar para a filosofia e afirmar que ela não serve para nada, é de uma ignorância tão tola que faz lembrar aquela pergunta: o que faz um burro a olhar para um palácio? Mas os seres humanos, muito mais que os burros, podem ser educados a olhar para palácios. Esta ideia pode existir e existe em alguns países, inclusive em Portugal, com relativa disseminação pública. Lembro-me de quando estudava filosofia, o fulano do banco onde tinha a conta aberta para a mesada, me perguntar com frequência para que servia o que eu andava a estudar. Estou convencido que tal acontece porque, em larga medida, o ensino superior é de má qualidade e os alunos saem das universidades muito mal formados. Uma vez saídos da universidade sem nunca terem compreendido as ideias centrais de Platão, Descartes ou Kant, o que é a filosofia da mente ou a filosofia da arte, sem leituras feitas e organizadas, este é o caminho mais certo para termos uma má divulgação da filosofia, misturando-a muitas vezes com as nossas percepções mais subjectivas, como astrologia, magia, poesia, etc…. E esta é a ideia que passa aos mais jovens, que estes passam a outros e por aí adiante até um determinado sistema educativo fechar de vez as portas a uma disciplina que, afinal, não possui sequer coerência interna. Outra das causas para este tipo de falsas ideias em relação à filosofia, aplica-se também a todas as outras disciplinas. É a ideia de que o próprio ensino não serve para nada e a consequente desvalorização da escola e das disciplinas que lá se ensinam. Em Portugal, fruto das péssimas políticas educativas do «eduquês», é isto que se tem passado. A sociedade em geral desvaloriza o papel que a escola pode ter no desenvolvimento do indivíduo. Daí a desmotivação geral e a frequente acusação de que o que se aprende não serve para nada. Na verdade se o que se ensina é tão pouco e tão erradamente, a escola acaba por ser muitas vezes uma perda de tempo, pensarão alguns e com alguma razão.
9. Em filosofia tem de se ler muito e escrever muito. - É evidente que para se saber filosofia temos de saber os argumentos dos filósofos. Imagine que vai ter com os amigos ao café e começa uma conversa sobre a justiça na distribuição da riqueza. Imagine ainda o leitor que na mesma mesa estão sentadas mais 4 pessoas além de si. Imagine agora também que começaria a debater argumentos sobre o tema não querendo saber das posições das outras 4 pessoas e ainda por cima afirmava que X e Y defendem a posição A, mesmo sem ter perguntado a X e Y que posições defendem. Uma das consequências mais prováveis é que o leitor poderia partir do princípio que: As suas posições são a verdade absoluta sobre o problema da justiça na distribuição da riqueza. Poderia o leitor estar a pensar que estava a ser muito original, quando X defende a mesma posição mas até com melhores argumentos. Seria esta uma situação desejável? Mas vamos mais longe. Imagine que a conversa era sobre o cosmos e que o leitor estava a defender o geocentrismo por pura ignorância. Sem querer saber do que X e Y pensam e conhecem acerca do assunto, o leitor nunca descobriria uma verdade elementar: que está completamente errado, uma vez que o geocentrismo já foi refutado há muitos séculos atrás. A mesma coisa sucede na filosofia, como sucede em qualquer outro saber ou ciência. Para discutir os problemas filosóficos de um modo profissional, temos de entrar em discussão com os argumentos dos filósofos e é por essa razão que precisamos de ler o que Platão ou Descartes pensaram acerca do problema, quais os argumentos apresentados. A prova de fogo pela qual o aprendiz de filósofo tem de passar é exactamente a mesma que qualquer cientista tem de passar. Tem de sujeitar os seus «insights» à crítica dos seus pares. Um charlatão não passa esta prova de fogo e está condenado a escrever os seus argumentos sem pés nem cabeça no jornal da terra. Neste contexto, o texto escrito e lido é obviamente um dos recursos fundamentais dos filósofos, apesar de não o único. Alguns filósofos conseguiram apresentar argumentos revolucionários e nem por isso escreveram muito. Wittgenstein é só um entre centenas de exemplos. Outros escreveram muito e nem por essa razão conseguiram ser autores centrais para a filosofia.
10. Em filosofia tem de se ser muito profundo. - Em filosofia não tem de se ser mais profundo do que em matemática ou química. Em primeiro lugar deve-se privilegiar a clareza que nem sempre coincide com facilidade, dependendo do estudo que se realize. Obviamente se estamos a falar de filosofia como eu estou a falar neste texto, não se exige profundidade alguma. Exige-se clareza e rigor. A ideia da profundidade em ciência e filosofia, diz respeito à sofisticação dos problemas em análise. Se estamos numa área como a Lógica Modal, envolvendo a discussão de conceitos como possibilidade e necessidade, o mais provável é que a discussão não seja muito acessível a quem não possui qualquer preparação em filosofia. A mesma questão é atribuível a uma qualquer investigação em física ou química. Mas, regra geral, estas teorias mais profundas podem ser expostas a um nível mais intuitivo. E porque é que existe esta necessidade de explicar aos mais leigos os problemas mais sofisticados? Por uma razão muito simples. Somos seres limitados no tempo e um dia alguém vai ter de continuar os nossos estudos, desenvolvendo-os e possibilitando novas descobertas, por isso temos de ensinar aquilo que sabemos ou condenamos o saber à sua morte. Depois porque um filósofo só descobre as fragilidades das razões que oferece em favor das suas teses se um outro o puder estudar e refutar.
FONTE:http://rolandoa.blogs.sapo.pt/47821.html?thread=33229
2. A filosofia não serve para nada - Bem, isto só seria verdade se nos mentissem acerca da filosofia. Questionar sobre a utilidade da filosofia possui exatamente o mesmo sentido do que questionar acerca da utilidade da matemática, da física, química ou biologia. A filosofia tem exatamente a mesma utilidade que qualquer outra disciplina, só que a natureza dos seus problemas é diferente e exige metodologias específicas. Perguntar pela utilidade da filosofia é perguntar pela utilidade do saber em geral e a resposta não deve ser colocada somente aos profissionais da filosofia, mas também aos dos outros saberes. Curiosamente o mundo não seria o que é se os saberes não possuíssem uma utilidade.
3. Em filosofia nunca se chega a conclusões - É falso pensar que em filosofia nunca se chega a conclusões. Se assim fosse também o poderíamos dizer em relação à ciência. O que nós conhecemos da ciência são os resultados desta, porque as grandes questões da ciência ainda andam em investigação, tal qual as grandes questões da filosofia. A diferença é que ao passo que a ciência pode recorrer à experimentação, a filosofia não pode dada a natureza dos seus problemas que não são resolvidos empiricamente.
4. A filosofia é um saber abstrato que não tem nada a ver com a vida. - Pelo contrário. A filosofia é talvez o saber que mais diretamente se relaciona com a nossa vida prática e quotidiana, daí por vezes se fazer a confusão ao pensar-se que qualquer pessoa está a fazer filosofia ao se questionar sobre um ou outro problema. Os problemas da filosofia surgem porque a vida humana os levanta. Para isso existem muitos ramos do saber a fim de os estudar. A filosofia é um desses ramos.
5. Todos somos filósofos - É falso. Não é qualquer pessoa que é filósofa, apesar de qualquer pessoa ser perfeitamente capaz de levantar problemas filosóficos a um nível intuitivo. De igual modo, também as crianças fazem muitas questões científicas e isso não faz delas cientistas. De que é feita a lua? Porque é que nunca apanho o arco irís, etc…. Podemos igualmente perguntar se Deus existe ou não, se o livre arbítrio faz ou não sentido, sobre o sentido moral do aborto, sobre o que é o tempo e a sua relação com o espaço, etc…., mas daí não decorre que sejamos filósofos. A filosofia faz-se e investiga-se nas mais avançadas universidades do mundo e possui altos níveis de sofisticação. Ser um filósofo profissional implica publicar ensaios nas revistas da especialidade e contribuir de modo decisivo para o progresso e avanço da filosofia. E isso não está ao alcance de todos e exige um trabalho disciplinado e árduo. Mas daí não decorre problema algum. Também na matemática, sabemos muita matemática a um nível intuitivo e nem por isso somos matemáticos. Depende do nível de sofisticação que queremos alcançar. E os grandes investigadores precisam muito dos bons divulgadores, como é o caso dos bons professores.
6. Em filosofia tudo é subjetivo. - Esta é uma outra idéia falsa que aparece muitas vezes em relação à filosofia. Pensa-se que a filosofia não é nada mais do que um grupo de gente tola, cada um a dar a sua opinião sobre um assunto qualquer. Mas a defesa da subjetividade é auto questionada em termos racionais. Se eu defender que a filosofia é subjetiva, o meu leitor pode defender que não, que é objetiva. Terei de aceitar a posição do meu leitor precisamente porque a posição do leitor é, para mim, subjetiva. E entramos num círculo racionalmente insustentável. Por outro lado, se a filosofia é subjetiva, então, qual a razão da discussão racional? Nada haveria a discutir dado que a verdade não passaria de algo muito subjetivo. Toda a discussão possível não passaria de uma mera e modesta troca de opiniões. Mas nesse caso não existiria qualquer progresso no saber e cultura humana. Não devemos esquecer que as grandes teorias matemáticas e científicas ainda estão por resolver, precisamente porque, tal como na filosofia, não existe progresso sem problemas e razões que apontem conclusões para esses problemas.
7. A filosofia é algo que se faz quando se tem muito dinheiro e nada para fazer - Muita gente famosa parodiou este lado da filosofia, associando-a ao ócio que é precisamente o contrário do negócio (negar o ócio). Apesar da filosofia não constituir para a maior parte das pessoas uma necessidade vital, como é dormir, comer e beber ou respirar, a verdade é que ela se faz por necessidade de compreensão do mundo. A maior parte dos grandes filósofos pensaram sem grandes condições para o fazer. A riqueza material não tem necessariamente de andar associada à filosofia. É natural que se faça e publique mais filosofia onde há mais dinheiro, mas isso somente porque alguém pode viver da filosofia, pode ser pago para investigar e pensar determinado problema filosófico. Mas, novamente, esta é uma realidade que também se aplica a qualquer ramo do saber ou a toda a ciência. Não são as culturas material e culturalmente pobres que produzem e têm acesso à investigação. De modo que supor que a filosofia se faz quando não se tem mais nada para fazer e se tem muito dinheiro, é falso.
8. Não é preciso ensinar filosofia nas escolas - Para mostrar o quanto esta afirmação é falsa, prefiro apresentar alguns exemplos. Uma boa parte dos países ocidentais até nem têm filosofia no ensino secundário como formação geral e obrigatória, como existe em Portugal. Mas têm o chamado critical thinkink que é uma área muito próxima dos modelos mais específicos da filosofia. Por outro lado esses países vêm garantido o sucesso da filosofia no ensino superior uma vez que possuem uma cultura mais sólida que permite que as pessoas vão de encontro ao saber e à filosofia. Há um interesse e sucesso quase natural pela filosofia, especialmente após a segunda metade do sec. XX e livros de filosofia ganham quase todos os anos importantes prémios. Só se consegue ter ideias tolas como esta e a de que a filosofia não serve para nada, numa sociedade ignorante que não reconhece o valor intrínseco da educação. Olhar para a filosofia e afirmar que ela não serve para nada, é de uma ignorância tão tola que faz lembrar aquela pergunta: o que faz um burro a olhar para um palácio? Mas os seres humanos, muito mais que os burros, podem ser educados a olhar para palácios. Esta ideia pode existir e existe em alguns países, inclusive em Portugal, com relativa disseminação pública. Lembro-me de quando estudava filosofia, o fulano do banco onde tinha a conta aberta para a mesada, me perguntar com frequência para que servia o que eu andava a estudar. Estou convencido que tal acontece porque, em larga medida, o ensino superior é de má qualidade e os alunos saem das universidades muito mal formados. Uma vez saídos da universidade sem nunca terem compreendido as ideias centrais de Platão, Descartes ou Kant, o que é a filosofia da mente ou a filosofia da arte, sem leituras feitas e organizadas, este é o caminho mais certo para termos uma má divulgação da filosofia, misturando-a muitas vezes com as nossas percepções mais subjectivas, como astrologia, magia, poesia, etc…. E esta é a ideia que passa aos mais jovens, que estes passam a outros e por aí adiante até um determinado sistema educativo fechar de vez as portas a uma disciplina que, afinal, não possui sequer coerência interna. Outra das causas para este tipo de falsas ideias em relação à filosofia, aplica-se também a todas as outras disciplinas. É a ideia de que o próprio ensino não serve para nada e a consequente desvalorização da escola e das disciplinas que lá se ensinam. Em Portugal, fruto das péssimas políticas educativas do «eduquês», é isto que se tem passado. A sociedade em geral desvaloriza o papel que a escola pode ter no desenvolvimento do indivíduo. Daí a desmotivação geral e a frequente acusação de que o que se aprende não serve para nada. Na verdade se o que se ensina é tão pouco e tão erradamente, a escola acaba por ser muitas vezes uma perda de tempo, pensarão alguns e com alguma razão.
9. Em filosofia tem de se ler muito e escrever muito. - É evidente que para se saber filosofia temos de saber os argumentos dos filósofos. Imagine que vai ter com os amigos ao café e começa uma conversa sobre a justiça na distribuição da riqueza. Imagine ainda o leitor que na mesma mesa estão sentadas mais 4 pessoas além de si. Imagine agora também que começaria a debater argumentos sobre o tema não querendo saber das posições das outras 4 pessoas e ainda por cima afirmava que X e Y defendem a posição A, mesmo sem ter perguntado a X e Y que posições defendem. Uma das consequências mais prováveis é que o leitor poderia partir do princípio que: As suas posições são a verdade absoluta sobre o problema da justiça na distribuição da riqueza. Poderia o leitor estar a pensar que estava a ser muito original, quando X defende a mesma posição mas até com melhores argumentos. Seria esta uma situação desejável? Mas vamos mais longe. Imagine que a conversa era sobre o cosmos e que o leitor estava a defender o geocentrismo por pura ignorância. Sem querer saber do que X e Y pensam e conhecem acerca do assunto, o leitor nunca descobriria uma verdade elementar: que está completamente errado, uma vez que o geocentrismo já foi refutado há muitos séculos atrás. A mesma coisa sucede na filosofia, como sucede em qualquer outro saber ou ciência. Para discutir os problemas filosóficos de um modo profissional, temos de entrar em discussão com os argumentos dos filósofos e é por essa razão que precisamos de ler o que Platão ou Descartes pensaram acerca do problema, quais os argumentos apresentados. A prova de fogo pela qual o aprendiz de filósofo tem de passar é exactamente a mesma que qualquer cientista tem de passar. Tem de sujeitar os seus «insights» à crítica dos seus pares. Um charlatão não passa esta prova de fogo e está condenado a escrever os seus argumentos sem pés nem cabeça no jornal da terra. Neste contexto, o texto escrito e lido é obviamente um dos recursos fundamentais dos filósofos, apesar de não o único. Alguns filósofos conseguiram apresentar argumentos revolucionários e nem por isso escreveram muito. Wittgenstein é só um entre centenas de exemplos. Outros escreveram muito e nem por essa razão conseguiram ser autores centrais para a filosofia.
10. Em filosofia tem de se ser muito profundo. - Em filosofia não tem de se ser mais profundo do que em matemática ou química. Em primeiro lugar deve-se privilegiar a clareza que nem sempre coincide com facilidade, dependendo do estudo que se realize. Obviamente se estamos a falar de filosofia como eu estou a falar neste texto, não se exige profundidade alguma. Exige-se clareza e rigor. A ideia da profundidade em ciência e filosofia, diz respeito à sofisticação dos problemas em análise. Se estamos numa área como a Lógica Modal, envolvendo a discussão de conceitos como possibilidade e necessidade, o mais provável é que a discussão não seja muito acessível a quem não possui qualquer preparação em filosofia. A mesma questão é atribuível a uma qualquer investigação em física ou química. Mas, regra geral, estas teorias mais profundas podem ser expostas a um nível mais intuitivo. E porque é que existe esta necessidade de explicar aos mais leigos os problemas mais sofisticados? Por uma razão muito simples. Somos seres limitados no tempo e um dia alguém vai ter de continuar os nossos estudos, desenvolvendo-os e possibilitando novas descobertas, por isso temos de ensinar aquilo que sabemos ou condenamos o saber à sua morte. Depois porque um filósofo só descobre as fragilidades das razões que oferece em favor das suas teses se um outro o puder estudar e refutar.
FONTE:http://rolandoa.blogs.sapo.pt/47821.html?thread=33229
segunda-feira, 23 de março de 2009
Arte – 1 - Marquim do Gonzaga
A VISÃO DE PLATÃO E ARISTOTELES SOBRE A ARTE (BELO).
Lamentável, porém massificada, a idéia de que “gosto não se discute” é bastante comum e será objeto do trabalho proposto.
Filósofos como Platão e Aristóteles se comportaram ou manifestarão suas opiniões sobre esse assunto. Penso que essa disposição ao questionamento do belo, a busca pela compreensão e delimitação do conceito de beleza, têm sua importância para o homem.
Para esses dois pensadores, Platão e Aristóteles, o belo foi motivo para bastante debate. Para Platão veio como manifestação do bem, para ele a beleza é perfeita. Já em Aristóteles havia uma simetria, sendo o belo feito pela ordem e pela simetria.
Vejamos:
Para Platão é a idéia suprema da beleza que vai determinar o que seja mais ou menos belo. O belo é o bem, a verdade, a perfeição, tudo no mundo das idéias. Platão mostra-nos dois rumos: o mundo das idéias, conhecimento superior, ou seja, absoluto e estático; e o mundo dos homens, onde a arte é vista como imitação de algo que já é imitação do que há no mundo das idéias, ou seja, cópia. Diz ele: “ora, imitar alguém, ou pela palavra ou gesto, não é representar a pessoa imitada?” . Desta forma, a arte que se revela no mundo sensível é cópia imperfeita, pois se baseia na copia do homem no mundo e esse homem já é uma copia do Mundo das Idéias.
Preocupado com a narração e Imitação, Platão mostra que de certa forma gera-se um problema, e uma vez que não controlada elas, tanto a imitação como a narração são perigosas ao estado. Dando como “solução” para esta situação as seguintes idéias: todos deveriam ser orientados desta criança para tal profissão, tornando-se assim homens por excelência; Imitação só do que é nobre, nada de imitar problemas das mulheres, dos escravos, dos pervertidos. Tomando todas as preocupações necessárias para que a imitação não possa trazer, prazer na realidade; a narração não deve sofrer modificações de qualquer jeito, só em graus reduzidos e tendo sempre como o bom estabelecido por lei. Temos, portanto, uma preocupação no que se refere ao conteúdo e a forma, sendo que o conteúdo não se pode mostrar ou dar ênfase aos problemas sócios e a forma será há que convém a cidade, a lei.
Aristóteles acredita que o belo é a simetria, algo que sendo bem, é agradável porque é bem, onde conjuga as três dimensões de ser, a beleza, bondade e a verdade, e elas estão umbilicalmente unidas. A arte, embora seja uma imitação, é feita pelo homem, de forma tal que não pode estar distante daquilo que é sensível ao homem. Desta forma, a arte é uma imitação, porém, não imitação de uma imitação como vimos em Platão, mas sim imitação direta do próprio ser. ( Segundo Martins filho -2006-, pg. 183.)
Aristóteles se apresenta dividindo os assuntos que trata segundo a espécie, “falemos da poesia dela mesma e das suas espécies” (3) e depois afirma: "A epopéia, a tragédia,assim como a poesia ditirâmbica e a maior parte da aulética e da citarística, todas são em geral imitações. Diferem porem, uma das outras por meios diversos, ou porque imitam objetos diversos ou porque imitam por modos diversos e não da mesma maneira." (pág.25).
Assim, portanto, distingue dois tipos de arte: as que possuem uma utilidade prática, isto é, completam o que falta na natureza; e as que imitam a natureza, mas também podem abordar o que é impossível. O que confere a beleza uma obra é a simetria, ou melhor, uma justa medida.
Fica claro a influencia de Platão em Aristóteles, mas não podemos negar também que há um avanço na forma de ver a arte na visão de Aristóteles. Em Platão, temos uma preocupação com a arte frente à lei, de forma que, descrevendo como deveriam ser tratados os deuses, os demônios, os heróis e os que demoraram nos hades, Platão nos mostra sua preocupação com os poetas e oradores, e indica como deveria ser o agir da arte frente à realidade do estado. Por outro lado, Aristóteles, fazendo uma leitura um pouco mais aprofundada da arte divide-a em vários pontos e tira-lhe do caminho do mundo ideal. Assim, enquanto Platão prende belo ao mundo ideal, Aristóteles o traz de volta ao mundo do homem.
Outro ponto que podemos observar em relação a esses pensadores é que em Aristóteles o conceito de poesia como imitação de ações, contrapõe ao de Platão, para quem a poesia era narração de pura imitação e desta forma a imitação aristotélica, processando-se por meios, objetos não se confunde, porém, com cópia ou reprodução fiel da realidade.
É da filosofia da arte estudar questões do seguinte tipo: A beleza é objetiva ou subjetiva? Qual é a função da arte? Para que aspectos de nossa natureza apelam às diversas formas de beleza? E ai estudando Platão e Aristóteles, constrói-se nossos conceitos relativos a essas idéias. São idéias que nos inspiram, maravilham e que fazem de nós melhores seres humanos, mostra-nos que há respostas insatisfatórias que aceitamos sem criticar e também oferece orientação a todas as pessoas, crente ou não crente a buscarem um novo entendimento sobre a beleza e a arte.
BIBLIOGRAFIA
DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo horizonte / MG: Editora UFMG,1997.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2000.
MARTINS FILHO, Ives Gandra da silva. Manual Esquemático de Filosofia. São Paulo: LTr Editora, 2006.
Lamentável, porém massificada, a idéia de que “gosto não se discute” é bastante comum e será objeto do trabalho proposto.
Filósofos como Platão e Aristóteles se comportaram ou manifestarão suas opiniões sobre esse assunto. Penso que essa disposição ao questionamento do belo, a busca pela compreensão e delimitação do conceito de beleza, têm sua importância para o homem.
Para esses dois pensadores, Platão e Aristóteles, o belo foi motivo para bastante debate. Para Platão veio como manifestação do bem, para ele a beleza é perfeita. Já em Aristóteles havia uma simetria, sendo o belo feito pela ordem e pela simetria.
Vejamos:
Para Platão é a idéia suprema da beleza que vai determinar o que seja mais ou menos belo. O belo é o bem, a verdade, a perfeição, tudo no mundo das idéias. Platão mostra-nos dois rumos: o mundo das idéias, conhecimento superior, ou seja, absoluto e estático; e o mundo dos homens, onde a arte é vista como imitação de algo que já é imitação do que há no mundo das idéias, ou seja, cópia. Diz ele: “ora, imitar alguém, ou pela palavra ou gesto, não é representar a pessoa imitada?” . Desta forma, a arte que se revela no mundo sensível é cópia imperfeita, pois se baseia na copia do homem no mundo e esse homem já é uma copia do Mundo das Idéias.
Preocupado com a narração e Imitação, Platão mostra que de certa forma gera-se um problema, e uma vez que não controlada elas, tanto a imitação como a narração são perigosas ao estado. Dando como “solução” para esta situação as seguintes idéias: todos deveriam ser orientados desta criança para tal profissão, tornando-se assim homens por excelência; Imitação só do que é nobre, nada de imitar problemas das mulheres, dos escravos, dos pervertidos. Tomando todas as preocupações necessárias para que a imitação não possa trazer, prazer na realidade; a narração não deve sofrer modificações de qualquer jeito, só em graus reduzidos e tendo sempre como o bom estabelecido por lei. Temos, portanto, uma preocupação no que se refere ao conteúdo e a forma, sendo que o conteúdo não se pode mostrar ou dar ênfase aos problemas sócios e a forma será há que convém a cidade, a lei.
Aristóteles acredita que o belo é a simetria, algo que sendo bem, é agradável porque é bem, onde conjuga as três dimensões de ser, a beleza, bondade e a verdade, e elas estão umbilicalmente unidas. A arte, embora seja uma imitação, é feita pelo homem, de forma tal que não pode estar distante daquilo que é sensível ao homem. Desta forma, a arte é uma imitação, porém, não imitação de uma imitação como vimos em Platão, mas sim imitação direta do próprio ser. ( Segundo Martins filho -2006-, pg. 183.)
Aristóteles se apresenta dividindo os assuntos que trata segundo a espécie, “falemos da poesia dela mesma e das suas espécies” (3) e depois afirma: "A epopéia, a tragédia,assim como a poesia ditirâmbica e a maior parte da aulética e da citarística, todas são em geral imitações. Diferem porem, uma das outras por meios diversos, ou porque imitam objetos diversos ou porque imitam por modos diversos e não da mesma maneira." (pág.25).
Assim, portanto, distingue dois tipos de arte: as que possuem uma utilidade prática, isto é, completam o que falta na natureza; e as que imitam a natureza, mas também podem abordar o que é impossível. O que confere a beleza uma obra é a simetria, ou melhor, uma justa medida.
Fica claro a influencia de Platão em Aristóteles, mas não podemos negar também que há um avanço na forma de ver a arte na visão de Aristóteles. Em Platão, temos uma preocupação com a arte frente à lei, de forma que, descrevendo como deveriam ser tratados os deuses, os demônios, os heróis e os que demoraram nos hades, Platão nos mostra sua preocupação com os poetas e oradores, e indica como deveria ser o agir da arte frente à realidade do estado. Por outro lado, Aristóteles, fazendo uma leitura um pouco mais aprofundada da arte divide-a em vários pontos e tira-lhe do caminho do mundo ideal. Assim, enquanto Platão prende belo ao mundo ideal, Aristóteles o traz de volta ao mundo do homem.
Outro ponto que podemos observar em relação a esses pensadores é que em Aristóteles o conceito de poesia como imitação de ações, contrapõe ao de Platão, para quem a poesia era narração de pura imitação e desta forma a imitação aristotélica, processando-se por meios, objetos não se confunde, porém, com cópia ou reprodução fiel da realidade.
É da filosofia da arte estudar questões do seguinte tipo: A beleza é objetiva ou subjetiva? Qual é a função da arte? Para que aspectos de nossa natureza apelam às diversas formas de beleza? E ai estudando Platão e Aristóteles, constrói-se nossos conceitos relativos a essas idéias. São idéias que nos inspiram, maravilham e que fazem de nós melhores seres humanos, mostra-nos que há respostas insatisfatórias que aceitamos sem criticar e também oferece orientação a todas as pessoas, crente ou não crente a buscarem um novo entendimento sobre a beleza e a arte.
BIBLIOGRAFIA
DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo horizonte / MG: Editora UFMG,1997.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2000.
MARTINS FILHO, Ives Gandra da silva. Manual Esquemático de Filosofia. São Paulo: LTr Editora, 2006.
Lugar não há. Marquim do gonzaga
Procurei varias fronteira
Pra desbravar
Karatê, jaz e capoeira...
para chegar.
Só depois se ver...
...Lugar não há.
Brincadeira de palhaço
para alegrar
Depois do seu diploma, especializar.
Sesc, sessi, tudo pronto? vá trabalhar.
Só depois se ver...
...Lugar não há.
Preparados para ensino sem lecionar
Garçom, cantor, motorista a se filtrar.
Doutor e advogado fila é o que há
Só depois se vê...
...Lugar não há.
Pra desbravar
Karatê, jaz e capoeira...
para chegar.
Só depois se ver...
...Lugar não há.
Brincadeira de palhaço
para alegrar
Depois do seu diploma, especializar.
Sesc, sessi, tudo pronto? vá trabalhar.
Só depois se ver...
...Lugar não há.
Preparados para ensino sem lecionar
Garçom, cantor, motorista a se filtrar.
Doutor e advogado fila é o que há
Só depois se vê...
...Lugar não há.
Hino do Estado do Piauí - cifrado
Tom- F
C G7 C
Salve! terra que aos céus arrebatas
G F C
Nossas almas nos dons que possuis:
G7 C
A esperança nos verdes das matas,
D7 G
A saudade nas serras azuis.
F G7 G
Piauí, terra querida,
C G7 C
Filha do sol do equador,
F C Am
Pertencem-te a nossa vida,
Dm G
Nosso sonho, nosso amor!
Dm G7 C
As águas do Parnaíba,
Dm G7 C
Rio abaixo, rio arriba,
G7 C
Espalhem pelo sertão
F C
E levem pelas quebradas,
F C
Pelas várzeas e chapadas,
D7 G7 C
Teu canto de exaltação!
C G7 C
Desbravando-te os campos distantes
G F C
Na missão do trabalho e da paz,
página 1
G7 C
A aventura de dois bandeirantes
D D7 G
A semente da Pátria nos traz.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Sob o céu de imortal claridade,
G F C
Nosso sangue vertemos por ti,
G7 C
Vendo a Pátria pedir liberdade,
D7 D G
O primeiro que luta é o Piauí.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Possas tu, no trabalho fecundo
G F C
E com fé, fazer sempre melhor,
G7 C
Para que, no concerto do mundo,
D D7 G
O Brasil seja ainda maior.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Possas Tu, conservando a pureza
G F C
Do teu povo leal, progredir,
G7 C
Envolvendo na mesma grandeza
D D7 G
O passado, o presente e o porvir.
F G
Piauí terra querida...
C G7 C
Salve! terra que aos céus arrebatas
G F C
Nossas almas nos dons que possuis:
G7 C
A esperança nos verdes das matas,
D7 G
A saudade nas serras azuis.
F G7 G
Piauí, terra querida,
C G7 C
Filha do sol do equador,
F C Am
Pertencem-te a nossa vida,
Dm G
Nosso sonho, nosso amor!
Dm G7 C
As águas do Parnaíba,
Dm G7 C
Rio abaixo, rio arriba,
G7 C
Espalhem pelo sertão
F C
E levem pelas quebradas,
F C
Pelas várzeas e chapadas,
D7 G7 C
Teu canto de exaltação!
C G7 C
Desbravando-te os campos distantes
G F C
Na missão do trabalho e da paz,
página 1
G7 C
A aventura de dois bandeirantes
D D7 G
A semente da Pátria nos traz.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Sob o céu de imortal claridade,
G F C
Nosso sangue vertemos por ti,
G7 C
Vendo a Pátria pedir liberdade,
D7 D G
O primeiro que luta é o Piauí.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Possas tu, no trabalho fecundo
G F C
E com fé, fazer sempre melhor,
G7 C
Para que, no concerto do mundo,
D D7 G
O Brasil seja ainda maior.
Piauí...(Refrão)
C G7 C
Possas Tu, conservando a pureza
G F C
Do teu povo leal, progredir,
G7 C
Envolvendo na mesma grandeza
D D7 G
O passado, o presente e o porvir.
F G
Piauí terra querida...
quarta-feira, 18 de março de 2009
O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU SOBRE O BRASIL...
'Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe.. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma..
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 81 ,3% estão estudando.
8... O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!'
(...)
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe.. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma..
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 81 ,3% estão estudando.
8... O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!'
(...)
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
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